BELEZA e FELICIDADE
CAMINHANDO,,, JUNTAS.E as OUTRAS(??)
A maturidade trazida pela idade TORNA-SE DE CERTA FORMA UM POSTO. É COMO OLHAR A PAISAGEM A 360º,,, NO CIMO DE UM ENORME PICO.É TER OLHOS NAS MEMÓRIAS.
Shudu Gram
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Sempre tive algum jeito para "TERESA GUILHERME-Alcoviteira". Foi numa de raspar paredes que me recordei do Lucas e como dei uma mãozinha para ele se declarar à sua MUSA.
Lucas, quando cheguei à Residência Monte Olivete, na Rua da Imprensa nacional, pertencia ao último clã da velha guarda dos estudantes universitários. Ele o orlando, este tinha uma cicatriz, que lhe marcava uma parte do rosto. Mas Lucas era especial, MACAENSE , com ar achinesado e limpinho. Aquele filho que qualquer mãe de juízo, gostaria ter no seu jardim. Ao limpinho, junto o bem vestido, camisinha e calcinha passadinha a ferro, quarto organizado. Lucas, estudante de Medicina ( hoje com certeza é um óptimo profissional na sua área da saúde.
Estaria perto dos 30, assumia-se como revolucionário de Abril, pertencente ou à UDP ou ao MRPP.
Não me recordo qual era o "CLUBE", mas Lucas seria na altura e acredito que hoje também o contrário de um revolucionário esquerdista.
Estávamos perante um jovem sensível e Um pacifista. mais que tudo um sonhador com perfil para poeta ou artista de variedades.
Além da aplicação nos estudos e da organização do último quarto do lado direito-piso 1. O amigo LUCAS amava mais que tudo a
Nastassja Kinski.
Meia dúzia de fotos desta estrela do momento-decoravam as paredes do quarto.
Além de um amor de rapaz, estudante atrasado nos estudos...e bom amigo. Representava o protótipo de uma pessoa FELIZ. Isto sou eu a falar, porque tenho sido obrigado a reflectir ao longo das últimas décadas sobre o conceito de FELICIDADE. Partindo do princípio, E para não complicar a coisa. Lucas era mesmo um rapaz feliz, apesar de estar nos trinta e ainda lhe faltarem umas cadeiras para sacar o canudo de Sr. Doutor. Através dele e com uma das sua batas, no longínquo ano de 1982, assisti a uma autópsia no Instituto de Medicina Legal.
(...)
>>Como não há vidas perfeitas, Lucas apaixonou-se pela menina do BAR, que ficava por baixo dos nossos quartos , precisamente no 115 da Rua da Imprensa Nacional. O rapaz transformou-se ainda mais no protótipo da criança que sempre foi. Não atava nem desatava, não conseguia falar com a moça, ignorava o nome da menina já espigadota (tímida) mas sabida, penso que divorciada com um filho ainda muito jovem.
Funcionária(barmaid ) num espaço reduzido com uns bancos fixos encostados ao balcão. Serviam na altura refeições rápidas e essencialmente cafés. Muitas semanas de sofrimento, (risos), conversas repetidas e com dose exagerada de timidez. Como é que um homem destes pertencia a um partido revolucionário do PROLETARIADO (??)MAOISTA.
Depois de constatar que o rapaz estava encurralado e poderia entrar em depressão. Consciente dos meus limites de Don Juan Teresa Guilherme de calças, Decido ajudar o Lucas a dar o primeiro passo e resolvendo de vez esta situação problemática.
De uma forma simples esquematizei a estratégia para o êxito da façanha . traçou um pequeno apontamento na toalha de papel sobre o balcão que substituiu eficazmente a palavra e o pedido complicado de namoro. E uma ordem de dedo apontado.(-Retira as fotos da "Natacha" da parede do quarto!!).
Anos (talvez 10 ou um pouco mais) +++tarde, Reencontrei-me com Dr. Lucas no centro Comercial Colombo, Ele e a sua Dama,
O Macaense exercia medicina no Funchal e a menina do bar tinha-se tornado sua esposa.
Consegui com um simples exercício de retórica ajudar o meu antigo colega de Residência. Aparentemente estava perante um homem de camisola (lacoste) e FELIZ.
E QUANTO à BELEZA -o CÂNONE desta aliado à FELICIDADE,
J. Morrison
A DEUSA AMY W.
O Genial COBAIN
Hoje montado no meu conceito de FELICIDADE,(raspando paredes) preparando muros para a pintura anual, Vieram-me à cabeça muitas e muitas memórias. E rostos que «PORVENTURA! » deveriam ser o sustentáculo de gente muito feliz (adorados) mimados por milhões. E com saldos bancários de muitos mais milhões.
AMY-kurt- Jim e até o Mário de Sá carneiro( este teso de francos) me chocou com a tola.
Um dos poemas mais antigos de Sá-Carneiro foi dedicado à Quinta da Vitória.
“Não vêem que nessa quinta/ Dá uma fruta tão bela?/ Seus caturras duma
figa/ Sejam gratos p’ra com ela”, escreveu o poeta, então com 13 anos.
“Morre jovem o que os Deuses amam”
Mas Mário de Sá-Carneiro foi muito mais. Nascido em 1890, em Lisboa, passou grande parte da vida em Paris, onde contactou com os grandes artistas do seu tempo. Assistiu à maior revolução artística do seu século — a Vanguarda –, algumas vezes com um grande ceticismo, outras com entusiasmo. O relato dessa aventura está nas cartas que trocou com Fernando Pessoa, escritor, “irmão de Alma”. Com ele fundou em 1915 a revista Orpheu, um dos mais importantes acontecimentos literários do século XX em Portugal.
Foi apelidado de “maluquinho”, escreveu poesia, prosa, teatro, sem nunca parar. Porque ele tinha “um sentido de obra relativamente grande”, como explicou ao Observador o investigador Ricardo Vasconcelos.Mário de Sá-Carneiro partiu definitivamente para Paris a 11 de Julho de 1915. Uma vez na capital francesa, o dinheiro começou a escassear e os pedidos para que Pessoa procurasse junto dos livreiros o dinheiro que lhe era devido tornaram-se cada vez mais frequentes. A falta de dinheiro tinha também levado o seu pai a mudar-se para Moçambique, para trabalhar na companhia de Caminhos de Ferro.
Sem dinheiro e sem vontade de voltar para Lisboa ou partir para África, que não considerava ser terra para si, Sá-Carneiro foi ficando por Paris. “E pensar que tudo seria tão fácil, tão fácil, tão sem perigo se não fosse o eterno dinheiro…”, disse a Pessoa. Desesperado, em março, começou a escrever as primeiras cartas em que anunciava o seu suicídio eminente. “A menos de um milagre na próxima segunda-feira 3 (ou mesmo na véspera) o seu Sá-Carneiro tomará uma forte dose de estricnina e desaparecerá deste mundo”, anunciou a Pessoa a 31 de Março de 1916. Ao poeta da Mensagem, foi entretanto enviando as suas últimas poesias e o cartão de estudante da Faculdade de Direito de Paris, para “recordação”.
Depois de várias ameaças, Mário de Sá-Carneiro suicidou-se às oito da noite de 26 de abril de 1916, no seu quarto do Hotel de Nice, com cinco frascos de estricnina. José Araújo, um amigo de Paris assistiu a tudo. Durante a tarde, o poeta tinha-lhe pedido que se dirigisse ao hotel “às oito em ponto, sem falta”. Quando entrou no quarto, Sá-Carneiro informou-o com toda a naturalidade do mundo de que tinha tomado cinco frascos de veneno. Sem conseguir fazer nada que o pudesse salvar, Araújo acabou por assistir aos últimos minutos de vida do escritor, enquanto este “agonizava, congestionado numa ânsia horrível”, como descreveu mais tarde a Pessoa.
Em cima do fogão do quarto, Sá-Carneiro deixou um embrulho de cartas para familiares e amigos, juntamente com um bilhete, quase ilegível, em que anunciava que se tinha matado voluntariamente. Mesmo nos últimos momentos de vida, o poeta não se esqueceu de Pessoa. A este, deixou também um último bilhete: “Um grande, grande adeus do seu pobre, Mário de Sá-Carneiro”.









































